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nasceu em 1982, no Brasil, e reside atualmente em Blois, na França. É psicóloga pela Universidade Estadual Paulista (UNESP – Assis, SP), mestre pela Universidade de Paris 13 e atualmente doutoranda da Universidade de Paris 5. Ainda em Assis começou um projeto de iniciação de pesquisa financiado pelo CNPQ/Pibic sobre a literatura de Henry Miller e o conceito de inconsciente no pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari. O encontro com as idéias desses autores franceses a propulsionaria a fazer um estágio em 2004 na Clínica de La Borde, clínica psiquiátrica fundada por Jean Oury, na qual Félix Guattari trabalhara toda a vida. Baseada nos princípios da Análise Institucional e da Psicoterapia Institucional, essa clínica forja no quotidiano uma maneira peculiar de cuidado à pessoas psicóticas. Trabalhando em La Borde desde 2006, conciliando o trabalho clínico com as psicoses e o interesse pelas produções de subjetividade ligadas ao uso de psicoativos, neste mesmo ano defendeu sua dissertação de mestrado intitulada: L'expérience de l'ayahuasca et ses états modifiés de la conscience. Une étude transculturelle des récits des usagers urbains de l'ayahuasca. Une lecture à travers le concept de l'inconscient de Gilles Deleuze. Atualmente trabalha sua tese de doutorado na Universidade de Paris V em torno de experiências brasileiras urbanas com a ayahuasca e a produção de subjetividade, trabalho que tenta aliar etnopsicanalise, filosofia e prática clínica.
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Artigos de Autoria Individual
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NOVAES, C.. Coutures du quotidien : lignes de l'institutionnel. Revista Psychoanalytische Perspectieven. Gent, Bélgica, v.25. No prelo. .
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NOVAES, C.. O conceito de inconsciente no pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari e a sua relação com a literatura de Henry Miller. In: CARDOSO, Hélio (org). Inconsciente-multiplicidade. São Paulo. Editora Unesp, 2007, p. 228-260.
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NOVAES, C.. L’expérience de l’ayahuasca et ses « états modifiés de conscience. Une étude transculturelle des récits des usagers urbains de l'ayahuasca. Une lecture à travers le concept de l'inconscient selon Gilles Deleuze. Master Recherche Psychanalyse, Psychopathologie et Clinique Transculturelle, Université Paris 13, 2006.
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O COLETIVO Jean Oury. 279 pp Ano: 2009
Tradução:
Antoine Ménard, Clara Novaes, Karina Soares Montmasson e Maíra Uehbe Dubena
Finalmente publicamos o primeiro livro de Jean Oury em língua portuguesa. Um clássico lavrado em La Borde, cuja experiência escreveu um capítulo fundamental da história das revoluções psiquiátricas acontecidas no mundo.Traduzido por quatro discípulos de Oury, este livro transmite o tom e o clima dos seminários de SainteAnne, o status nascendi de uma das teorizações fundamentais da Psicoterapia Institucional.o coletivo como máquina de produção de singularidade, como operador, como máquina abstrata de tratamento de toda forma de alienação, entorno e transferência, patoplastia, são alguns dos movimentos desta obra há tanto esperada.
Oury é amplamente reconhecido como figura central (e transgeracional) do "movimento de psicoterapia institucional": a sua vasta obra escrita e publicada, os sucessivos e multiplos seminários que nofio dos anos foi produzindo, a sua presença e intervenções de mais de meio século nos mais diversificados fóruns sobre temáticas psiquiátricas, a Clínica de La Borde que fundou e sempre tem dirigido e a singularidade do seu ser nas suas relações consigo-próprio e com o outro e o mundo, a esse reconhecimento conduziram.
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